Os casos de hantavírus registrados em um navio de cruzeiro que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde acenderam um alerta internacional e despertaram dúvidas sobre a doença, considerada rara, mas com alta taxa de letalidade. No cenário brasileiro em 2026, até o momento, foram confirmados sete casos e um óbito, mas sem relação com a situação internacional.
Durante evento realizado na segunda-feira (11), em Brasília, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a variante andina do vírus identificada no cruzeiro não circula no Brasil. “Nesse momento, nós temos sete casos por hantavírus que não têm qualquer relação com o hantavírus do cruzeiro, nem com a cepa”, afirmou. A transmissão do hantavírus do tipo Andes é considerada limitada e costuma ocorrer em contatos próximos e prolongados.
A hantavirose é uma doença infecciosa grave transmitida principalmente pelo contato com a urina, fezes e saliva de roedores silvestres contaminados. A infecção também pode ocorrer pela inalação de partículas presentes no ar em ambientes fechados ou com acúmulo de sujeira contaminada.
Os primeiros sintomas costumam ser febre alta, dores no corpo, mal-estar, náuseas e vômitos. Em quadros mais graves, a doença pode evoluir rapidamente para falta de ar intensa, hemorragias e falência de órgãos.
A única morte confirmada por hantavírus no Brasil em 2026 foi a de um homem, de 46 anos, de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, em fevereiro. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), ele apresentava histórico de contato com roedores em área de lavoura.
Apesar de rara, a doença preocupa autoridades de saúde pela rápida evolução dos casos graves e pela alta mortalidade. O Brasil registra ocorrências da hantavirose há mais de 30 anos, principalmente em áreas rurais e regiões com maior presença dos animais transmissores.
Por Dudu News



