O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou os primeiros casos de greening (Huanglongbing – HLB) em plantações de citros no Rio Grande do Sul. O diagnóstico positivo foi detectado em um pomar doméstico na cidade de Palmitinho, na região do Médio Alto Uruguai, próximo à divisa com Santa Catarina. A descoberta é fruto de um programa de vigilância contínuo entre o Mapa e a Secretaria Estadual da Agricultura (Seapi-RS), que tiveram as buscas intensificadas nos últimos anos após o avanço da doença na Argentina, no Uruguai e em Santa Catarina.
Equipes sanitárias oficiais já estão totalmente mobilizadas na região afetada para monitorar áreas vizinhas e aplicar as medidas de contenção exigidas pelo Programa Nacional de Controle e Prevenção do Greening. O protocolo de segurança fitossanitária determina a erradicação imediata das plantas infectadas e o controle rigoroso do psilídeo (Diaphorina citri), o inseto responsável por transmitir a bactéria causadora da doença. Além disso, a fiscalização será redobrada nos pomares comerciais e no trânsito rodoviário de mudas.
As autoridades competentes tranquilizam a população ao garantir que o greening não apresenta absolutamente nenhum risco à saúde humana. O impacto da praga é estritamente agrícola e econômico, uma vez que a bactéria provoca deformações severas nos frutos, queda na qualidade e redução drástica na produtividade das árvores. Para evitar a proliferação, o Serviço Oficial reforça a todos os produtores a importância crucial de adquirir e plantar apenas mudas certificadas que atendam à legislação sanitária vigente.
Post de O Bairrista



