O Banco Central (BC) revisou para cima a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026, passando de 1,6% para 2%. Segundo o Relatório de Política Monetária divulgado nesta quinta-feira, 25, o otimismo é reflexo do avanço de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre. O resultado positivo foi impulsionado pela expansão da agropecuária, da indústria extrativa e do setor de serviços, além do aumento na demanda interna e no consumo das famílias.
Na tentativa de equilibrar a economia, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros (Selic) para 14,25% ao ano na última semana. Este foi o terceiro corte consecutivo após a taxa permanecer em 15% por meses, o maior nível em quase 20 anos. Apesar da redução, a autarquia pondera que incertezas globais, como os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os combustíveis, ainda dificultam uma queda mais acelerada dos juros.
O principal ponto de preocupação do relatório é o custo de vida. Pressionado pelo preço dos alimentos, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 4,72% em 12 meses, segundo o IBGE. O índice já está acima do teto de 4,5% da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Com esse cenário, o BC disparou um alerta: a probabilidade de a inflação estourar o limite de tolerância até o fim de 2026 saltou drasticamente de 30% para 79%.
No setor de crédito, a expectativa de crescimento dos empréstimos foi mantida em 9% para o ano, com destaque para o impacto positivo de programas governamentais, como o Novo Desenrola Brasil e o Pronampe. Já nas contas externas, a previsão de déficit nas transações correntes foi reduzida para US$ 56 bilhões, impulsionada pelo aumento das exportações e pela alta nos preços de commodities internacionais como soja, carne bovina e petróleo.
Post de O Bairrista



