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Inverno aumenta risco de intoxicação de bovinos com a planta maria-mole nas pastagens, alerta Emater

A Emater/RS-Ascar e a Secretaria Estadual da Agricultura (Seapi) intensificaram as orientações a técnicos e produtores rurais sobre o manejo preventivo da maria-mole (Senecio spp.), planta tóxica responsável por uma das principais causas de morte de bovinos no Rio Grande do Sul. O alerta ocorre durante o outono e o inverno, período considerado crítico para a ocorrência da doença.

Com a redução da oferta de pastagem, as plantas jovens de maria-mole ficam misturadas ao campo nativo, dificultando sua identificação e aumentando o risco de ingestão pelos animais. A intoxicação, conhecida como seneciose, provoca lesões irreversíveis no fígado e não possui tratamento específico.

Segundo a coordenadora estadual de Defesa Sanitária Animal da Emater/RS-Ascar, Thais Michel, a prevenção é a principal forma de evitar prejuízos. As recomendações incluem eliminar a planta ainda na fase inicial de desenvolvimento, manter boa oferta de forragem, evitar o superpastejo e monitorar constantemente as áreas de campo.

As orientações são baseadas em pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor, que identificou elevada presença de plantas jovens justamente durante os meses de inverno. A iniciativa busca reduzir as perdas econômicas e fortalecer a prevenção da doença nas propriedades rurais gaúchas.

Post de Rádio Missioneira

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