Gravataí, Rio Grande do Sul, 1999.
Claudiomar fazia bico de segurança num mercadinho de bairro.
O dono do mercado produzia pães nos fundos do estabelecimento e queria se desfazer do negócio.
A oferta foi simples: 30 mil reais e o negócio era dele.
Claudiomar comprou.
Chamou o irmão mais jovem, Marcelo, que sonhava em ser jogador de futebol e ainda não tinha encontrado seu caminho.
Os dois começaram a produzir pães na garagem da casa dos pais, com apoio direto da família.
O primeiro obstáculo veio rápido.
Ao tentar vender para outros estados, a massa crua do pão sofria danos no transporte.
A solução foi virar o jogo: congelar o pão antes de distribuir.
Isso permitiu que supermercados assassem o produto na hora, sem depender de padeiro nem perder qualidade.
A virada começou a dar escala ao negócio.
Hoje a empresa produz cerca de 20 milhões de unidades por dia e fatura próximo de 4 bilhões de reais ao ano.
Hoje a Marquespan abastece mais de 20 mil clientes em todo o país, com mais de 5 mil colaboradores e frota própria de mais de 600 caminhões.
O que começou com 30 mil reais e seis clientes virou referência mundial em panificação.
A diferença entre um pequeno negócio e uma potência nem sempre é o tamanho do capital inicial.
É a disposição de resolver o problema que está travando o crescimento.
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