Os fertilizantes continuam pesando no bolso do produtor rural. Mesmo descontando a inflação em dólar, os principais adubos seguem muito mais caros do que há dez anos, aumentando os custos de produção de culturas como soja, milho, café, algodão e cana-de-açúcar.
Segundo dados do Banco Mundial, a ureia é o caso mais preocupante. Em 2016, a tonelada custava, em média, US$ 199,30. No segundo trimestre de 2026, o valor chegou a US$ 693,50. Corrigindo a inflação dos Estados Unidos, o preço ainda permanece 149,2% acima do esperado, mostrando que a alta foi muito superior ao aumento geral dos preços.
Outros fertilizantes também registraram aumentos expressivos em termos reais. O DAP ficou 57,5% mais caro, o TSP subiu 73,2% e o índice geral de fertilizantes avançou 79% desde 2016. Apenas o cloreto de potássio teve uma alta menor, mas ainda ficou 17,5% acima da inflação.
Para o produtor rural, isso significa custos mais elevados na implantação das lavouras e margens cada vez mais apertadas. Em muitos casos, será preciso aumentar a produtividade, conseguir melhores preços de venda ou reduzir outros gastos para compensar o impacto dos insumos.
Apesar de uma queda recente nos preços internacionais dos fertilizantes, os valores continuam muito acima dos níveis registrados em 2016.
Post de Folha Agrícola



