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213 Barragens em situação crítica acendem alerta para risco de acidentes no Brasil

O Relatório de Segurança de Barragens 2026, divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, aponta que 213 barragens no Brasil estão em situação crítica, com risco de acidentes que podem atingir pessoas, estradas, pontes e outras estruturas relevantes.

O levantamento monitora barragens usadas em mineração, abastecimento de água, irrigação, hidrelétricas, controle de vazão e outras atividades. Em 2025, o país registrou 18 acidentes e 23 incidentes com barragens. Não houve mortes, mas ocorreram evacuações de áreas urbanizadas e danos em estradas e pontes.

Entre as estruturas prioritárias para gestão de segurança, a mineração aparece com o maior número de casos: 55 barragens, o equivalente a 26% do total. Em seguida vêm barragens de abastecimento de água, com 51 estruturas em situação semelhante.

O relatório também mostra um problema preocupante: quase metade das barragens cadastradas no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens ainda tem situação indefinida. Isso significa falta de informações essenciais para avaliar se essas estruturas se enquadram na Política Nacional de Segurança de Barragens.

Outro ponto de atenção é a fiscalização. Pela primeira vez desde o desastre de Brumadinho, houve queda no número de profissionais que atuam nessa área. Hoje, 333 profissionais trabalham com segurança de barragens nos órgãos fiscalizadores, mas o déficit estimado é de ao menos 221 profissionais dedicados exclusivamente à função.

Barragens não podem ser tratadas apenas como infraestrutura. Quando falham, podem transformar risco técnico em desastre ambiental, social e humano.

Monitorar, fiscalizar, exigir informações completas e garantir equipes suficientes é essencial para evitar que tragédias anunciadas se repitam.

Post de Florestal Brasil

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