A soja brasileira atingiu a melhor cotação do ano nesta terça-feira (7), com a saca de 60 quilos chegando a R$ 139,71 no Porto de Paranaguá (PR), em meio à forte movimentação do mercado global.
O preço da soja no Brasil é formado por três fatores principais: a cotação na Bolsa de Chicago, os prêmios nos portos e o comportamento do dólar. Segundo Yedda Monteiro, analista da Biond Agro, a alta da soja em Chicago compensou a redução dos prêmios, mesmo com o dólar na faixa de R$ 5,15.
O clima nos Estados Unidos é apontado como um dos principais fatores para a valorização internacional. A previsão de calor intenso e seca no cinturão agrícola americano impulsionou os preços durante o chamado “mercado de clima”, período decisivo para a definição da produtividade das lavouras de soja e milho.
Segundo Ana Luiza Lodi, especialista da StoneX, embora o balanço global de oferta de soja seja confortável, a definição da produtividade nos EUA será o principal fator de formação de preços.
A disputa pela demanda chinesa também movimenta o mercado. A China, maior compradora mundial de soja, começou a adquirir o grão dos Estados Unidos dentro do compromisso de 25 milhões de toneladas por ano. Nesta semana, a estatal chinesa Cofco comprou 300 mil toneladas para embarques entre setembro e novembro.
Apesar do avanço americano, o Brasil segue competitivo devido ao volume disponível da safra recorde. Para Yedda Monteiro, o país deve continuar participando das compras chinesas no segundo semestre, mesmo com preços possivelmente mais elevados.
A consolidação das compras nos EUA pode pressionar os prêmios da soja brasileira, mas eventuais problemas climáticos que reduzam a produtividade americana podem sustentar as cotações em Chicago.
Post de CNN Brasil Money



