O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a previsão de crescimento global para 3% neste ano, alertando para os riscos contínuos da guerra no Oriente Médio, da fragmentação do comércio e de possíveis correções nas expectativas do mercado sobre inteligência artificial. Na contramão do cenário mundial, a perspectiva para a economia brasileira foi revisada para cima, com a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) saltando de 1,9% para 2,4% em 2026, superando inclusive as atuais estimativas do Ministério da Fazenda e do Banco Central.
Apesar da economia global ter demonstrado resistência aos choques recentes, fortes fatores de risco permanecem no radar. A chefe da divisão de Estudos Econômicos Mundiais do FMI, Deniz Igan, destacou que um possível colapso do acordo de paz no Oriente Médio, frequentemente ameaçado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, poderia desencadear uma nova alta nos preços do petróleo. Segundo a especialista, a retomada dos combates pegaria a economia mundial em uma situação ainda mais vulnerável, já que muitos países esgotaram grande parte de suas margens de manobra e reservas energéticas.
O relatório Perspectiva Econômica Global atualizou as expectativas para as principais economias e blocos comerciais com base no acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. O documento ressalta que as revisões variam bastante de acordo com a dependência de commodities de cada nação e sua posição na cadeia global de tecnologia.
No detalhamento das novas projeções para 2026 e 2027, respectivamente, o Brasil aparece com expectativas de 2,4% e 2,2%, enquanto a previsão global é de 3,0% e 3,4%. Os Estados Unidos possuem estimativa de 2,3% e 2,2%, e a China apresenta números mais robustos, com 4,6% e 4,1%. A Zona do Euro segue com as perspectivas mais tímidas (0,9% e 1,2%), ao passo que a Índia lidera o ritmo de expansão com 6,4% e 6,7%. Por fim, a América Latina e o Caribe registram projeções de crescimento de 2,4% e 2,7%.
Post de O Bairrista



