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Diabetes Mellitus: uma doença silenciosa

Os principais sintomas incluem sede excessiva, aumento da frequência urinária, fome constante, perda de peso inexplicada, fadiga, visão embaçada e infecções recorrentes

O Diabetes Mellitus é uma das doenças crônicas mais frequentes no mundo e representa um importante problema de saúde pública. Caracteriza-se pelo aumento dos níveis de glicose (açúcar) no sangue, decorrente da deficiência na produção de insulina pelo organismo ou da incapacidade de utilizá-la adequadamente.

Existem diferentes tipos de diabetes. O Diabetes Tipo 1 ocorre geralmente em crianças e adultos jovens, sendo considerado doença autoimune onde o organismo destrói as células produtoras de insulina do pâncreas. Já o Diabetes Tipo 2, responsável pela grande maioria dos casos, está fortemente associado ao excesso de peso, sedentarismo, hábitos alimentares inadequados e predisposição genética. Há também o Diabetes gestacional, que ocorre em grávidas, Diabetes LADA, Diabetes MODY e dezenas de tipos de Diabetes por alterações genéticas.

Os principais sintomas incluem sede excessiva, aumento da frequência urinária, fome constante, perda de peso inexplicada, fadiga, visão embaçada e infecções recorrentes. Entretanto, muitos pacientes permanecem assintomáticos por longos períodos, o que contribui para o diagnóstico tardio e agravamento das consequências da doença..

Quando não controlado adequadamente, o diabetes pode provocar complicações graves. Entre elas destacam-se doenças cardiovasculares, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) ( 6 a 9 vezes mais frequentes em diabéticos do que pessoas sem diabetes), insuficiência renal ( 1/3 dos pacientes em hemodiálise são diabéticos), neuropatias, problemas de visão que podem levar à cegueira (maior causa de cegueira) e alterações circulatórias capazes de resultar em amputações ( 47 vezes mais frequentes em diabéticos comparado aos não diabéticos). O diagnóstico é realizado por meio de exames laboratoriais que avaliam os níveis de glicose no sangue e a hemoglobina glicada, importante indicador do controle e do diagnóstico da doença ao longo do tempo.

O tratamento envolve mudanças no estilo de vida, incluindo alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e controle do peso corporal. Frequentemente é necessário o uso de medicamentos orais ou insulina.

Atualmente, avanços tecnológicos como sensores contínuos de glicose e sistemas automatizados de aplicação de insulina têm contribuído para um controle mais eficiente da doença. Além disso há inúmeros remédios que agem de diferentes formas para controlar a glicemia (açúcar no sangue), vários tipos de insulinas, uso de injeções que controlam hormônios intestinais, pesquisas as mais variadas usando células tronco e implantes de células pancreáticas, tratamentos cirúrgicos que controlam a Diabetes.

Embora o diabetes ainda não tenha cura na maioria dos casos, é possível conviver com a doença de forma saudável e produtiva. O diagnóstico precoce, a adesão ao tratamento e a adoção de hábitos de vida saudáveis são as principais ferramentas para prevenir complicações e garantir maior longevidade e bem-estar aos pacientes.

Em 2007 fiz a primeira cirurgia para tratamento exclusivo da Diabetes e em 2010 foi realizada a primeira cirurgia com o intuito de tratar Diabetes no Hospital Dr. Homero Menezes em Sobradinho.

Em breve vou publicar aqui sobre recentes avanços no tratamento da diabetes, tanto clínico quanto cirúrgico. Esses tratamentos abrem uma grande esperança para a cura da Diabetes.

Dr. Ozorio Sampaio Menezes – cremers 11433 – registro de qualificação de especialista 3634 – cirurgia robótica – videocirurgia – endoscopia digestiva.

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