Na Suécia, os 349 deputados do Riksdag, o Parlamento do país, vivem uma realidade bem diferente da que se vê em muitos lugares. Eles não têm carro oficial, motorista particular nem assessor exclusivo à disposição. Para se deslocar no dia a dia, cada parlamentar recebe apenas um cartão anual de transporte público, o mesmo tipo de benefício usado por qualquer passageiro comum.
Os deputados que não moram em Estocolmo, capital sueca, têm direito a uma quitinete funcional, com tamanho que varia entre 16 e 40 m². A limpeza do espaço fica sob responsabilidade do próprio parlamentar. A jornalista brasileira Claudia Wallin, da BBC, chegou a documentar um desses apartamentos: um imóvel simples, com 16 m², sofá-cama e fogão de apenas uma boca.
A comparação com o Brasil chama atenção. Enquanto na Suécia os parlamentares vivem de forma mais próxima da população que representam, por aqui cada deputado federal tem direito a um apartamento funcional de 225 m². O contraste reforça uma diferença simbólica importante: lá, quem faz as leis parece viver de maneira muito mais parecida com quem precisa cumpri-las.
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