Aqui o amanhã já é hoje!

O calor extremo deixou de ser exceção e já faz parte da rotina de muitas cidades brasileiras.

Entre 2000 e 2018, cerca de 48 mil pessoas morreram no Brasil devido às ondas de calor. Em 2024, o Rio de Janeiro registrou 44°C, enquanto várias regiões do país enfrentaram ondas de calor intensas, secas mais frequentes e pressão sobre o abastecimento de água.

Nas cidades, os efeitos da crise climática são agravados pelas ilhas de calor, fenômeno em que áreas urbanizadas, com pouco verde e muito concreto, ficam significativamente mais quentes do que regiões arborizadas ou rurais próximas.

Nesse cenário, parques, praças e espaços públicos podem deixar de ser apenas locais de lazer e passar a funcionar como refúgios climáticos urbanos.

Para isso, precisam ser planejados com arborização, sombra, acesso à água potável, infraestrutura adequada e segurança para permanência da população durante períodos de calor intenso.

Cidades como Barcelona e Buenos Aires já criaram redes de refúgios climáticos, usando parques, praças, bibliotecas, museus, centros de saúde e outros equipamentos públicos para oferecer alívio térmico e informação à população.

No Brasil, porém, o avanço ainda é lento. Segundo o texto, 66% das cidades não possuem planos de ação para enfrentar o calor extremo, mesmo com gestores reconhecendo o problema como relevante.

A falta de adaptação urbana atinge principalmente crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade, que têm menor capacidade de se proteger dos impactos do calor.

Em um país cada vez mais quente, arborizar praças, criar áreas sombreadas e garantir água potável não é detalhe paisagístico. É política pública de saúde, clima e sobrevivência urbana.

Post de Florestal Brasil

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