O avanço das fronteiras agrícolas sobre as florestas é frequentemente justificado sob o pretexto de “alimentar o mundo”. No entanto, a maior parte da destruição florestal não ocorre para produzir a comida que chega no prato, mas sim para a expansão de commodities destinadas a exportação.
Organizações socioambientais apontam que grãos como soja e o milho, além da pecuária bovina extensiva, dominam as áreas recém-desmatadas. Porém esses grãos cultivados em larga escala servem majoritariamente para a produção de ração em mercados estrangeiros ou para biocombustíveis. Da mesma forma, vastas pastagens são abertas para atender ao mercado internacional da carne.
A tese de que é necessário desmatar para combater a fome é contradita por relatórios da ONU, os quais afirmam que a fome não é um problema de escassez de terras, mas de distribuição, acesso e desperdício de alimentos.
No Brasil, existem milhões de hectares de terras (130 milhões a 170 milhões segundo o INCRA) que foram degradadas pelo próprio agro e que hoje estão improdutivas, descumprindo sua função social. Essas terras poderiam ser destinadas para quem quer produzir sem precisar que mais florestas fossem derrubadas.
O grande retrocesso é que o desmatamento para a produção agrícola ameaça a própria agricultura a longo prazo. Crises climáticas estão se intensificando, além do surgimento de restrições estrangeiras a produtos oriundos de terras desmatadas.
Post de Nossa Flora Nosso Meio



