A unidade será construída em Jaguaribara, a cerca de 228 km de Fortaleza, com investimento inicial estimado em R$ 52 milhões. O projeto é desenvolvido pelo Consórcio Biotec/Inova Medical, utilizando uma tecnologia criada por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC).
A técnica transforma a pele da tilápia, que muitas vezes seria descartada pela indústria, em um curativo biológico tratado e liofilizado. O material pode ser utilizado principalmente no tratamento de queimaduras e feridas de difícil cicatrização.
Testes clínicos realizados pela UFC apontaram resultados promissores, incluindo redução da dor, menor necessidade de trocas de curativos e aceleração do processo de cicatrização.
A expectativa é que a fábrica alcance capacidade de processamento de até 400 mil peles de tilápia por mês. Além de criar uma nova cadeia industrial no Ceará, o projeto pode ajudar a ampliar o acesso a esse tratamento pelo SUS e reduzir custos hospitalares.
É ciência desenvolvida no Brasil, tecnologia criada no Ceará e um resíduo da indústria da tilápia sendo transformado em uma solução que pode beneficiar milhares de pacientes.
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