O risco não está necessariamente no cílio artificial, mas principalmente na cola utilizada, no peso das extensões e na higiene da região. Alguns adesivos podem conter substâncias capazes de provocar irritação ou reações alérgicas, enquanto o peso dos fios extras pode exercer tração sobre os cílios naturais, favorecendo seu enfraquecimento e queda.
Outro ponto de atenção é a limpeza. A região dos cílios pode acumular maquiagem, oleosidade, resíduos e microrganismos, aumentando o risco de inflamações.
Um estudo com mulheres que utilizaram extensões de cílios encontrou uma alta frequência de complicações oculares. Entre as participantes avaliadas, 79% apresentaram algum tipo de complicação, e a blefarite alérgica, uma inflamação das pálpebras, esteve entre os problemas mais comuns. Outro estudo relatou ceratoconjuntivite em mais de 60% das participantes avaliadas.
Isso não significa que toda pessoa que utiliza extensões terá problemas, mas mostra que o procedimento não é totalmente isento de riscos.
A Academia Americana de Oftalmologia recomenda escolher profissionais experientes, utilizar produtos de procedência confiável e manter a região dos olhos adequadamente higienizada.
Se depois do procedimento surgirem coceira intensa, ardência, vermelhidão, inchaço, dor ou secreção, o ideal é procurar avaliação de um oftalmologista.
Cuidar da aparência é importante, mas a saúde dos olhos precisa vir primeiro.
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