O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do planeta, somando cerca de 21 milhões de toneladas — o equivalente a aproximadamente 23% do total global. O levantamento do Serviço Geológico dos Estados Unidos coloca o país atrás apenas da China no ranking de depósitos. Trata-se de um grupo de 17 elementos químicos encontrados integrados a outros minerais, fator que torna o processo de separação e extração complexo e de alto custo. ![]()
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Apesar do potencial geológico, a produção comercial brasileira ainda dá os primeiros passos no cenário global. Os principais destaques de exploração em território nacional concentram-se na operação do projeto Serra Verde, localizado no município de Minaçu (Goiás), e nas jazidas da região de Araxá (Minas Gerais). ![]()
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Aplicações na Indústria e na Defesa Estratégica
A relevância das terras raras decorre de sua presença indispensável na fabricação da tecnologia contemporânea. Os elementos integram desde smartphones, lâmpadas LED, monitores e turbinas eólicas até baterias para veículos elétricos, equipamentos de ressonância magnética e insumos para tratamentos oncologicos. ![]()
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No setor de segurança e inteligência, esses minerais desempenham papel crítico para as Forças Armadas de potências globais, como os Estados Unidos, sendo aplicados na construção de caças F-35, submarinos, sistemas laser e satélites. Diante disso, as terras raras consolidam-se como recursos centrais na geopolítica da transição energética e na soberania tecnológica mundial.
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