O movimento foi provocado principalmente pelo enfraquecimento da demanda interna, em um período de temperaturas mais baixas no Sul e no Sudeste.
Segundo pesquisadores, o frio reduziu o consumo de pescado e diminuiu a procura dos frigoríficos por novos lotes. Além disso, agosto já costuma apresentar uma demanda sazonalmente mais fraca, o que dificultou a sustentação das cotações recebidas pelos produtores.
No início de setembro, porém, o mercado mostrou sinais de maior estabilidade. Entre 31 de agosto e 4 de setembro, o Norte do Paraná registrou o maior preço entre as cinco regiões monitoradas, com a tilápia negociada a R$ 10,13 por quilo, apesar de uma pequena queda semanal de 0,10%.
Na região de Grandes Lagos, que reúne o noroeste de São Paulo e a divisa com Mato Grosso do Sul, o valor chegou a R$ 9,49 por quilo, com alta de 0,16%. No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, a média ficou em R$ 9,47, queda de 0,38%.
Morada Nova de Minas registrou R$ 9,28 por quilo, enquanto o Oeste do Paraná apresentou a menor cotação, de R$ 8,69, embora tenha avançado 0,17% na semana. A diferença entre a maior e a menor referência chegou a R$ 1,44 por quilo.
Os valores representam preços à vista pagos ao produtor independente. Depois das quedas de agosto, o comportamento do mercado nas próximas semanas deverá depender principalmente da recuperação do consumo, da demanda dos frigoríficos e da oferta de pescado em cada região.
O cenário mostra que, mesmo sem excesso de oferta, a fraqueza da demanda pode pressionar as cotações da tilápia. Com a aproximação de períodos mais quentes, o setor acompanha agora se o consumo voltará a ganhar força e dará suporte aos preços.
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