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Imagine um prédio em que, além do telhado, as próprias janelas também ajudem a produzir eletricidade sem bloquear a visão de quem está dentro.

Imagine um prédio em que, além do telhado, as próprias janelas também ajudem a produzir eletricidade sem bloquear a visão de quem está dentro. Essa tecnologia já existe.

Pesquisadores ligados à Michigan State University, nos Estados Unidos, ajudaram a desenvolver uma tecnologia fotovoltaica altamente transparente capaz de transformar superfícies de vidro em geradores de eletricidade.

Entre os pesquisadores está Richard Lunt, professor de Engenharia Química e Ciência dos Materiais da universidade e pioneiro no desenvolvimento dessa tecnologia.

O princípio é diferente do painel solar escuro que estamos acostumados a ver nos telhados.

O vidro deixa grande parte da luz visível atravessar normalmente, enquanto o sistema aproveita principalmente comprimentos de onda invisíveis aos nossos olhos, como ultravioleta e infravermelho próximo, para produzir eletricidade.

Assim, a superfície continua funcionando como uma janela, mas também pode contribuir para a geração de energia.

E a tecnologia já foi testada fora do laboratório.

Em 2021, aproximadamente 9,3 m² de vidro solar transparente foram instalados no Biomedical and Physical Sciences Building da Michigan State University.

Segundo a universidade, a eletricidade produzida pela instalação é suficiente para alimentar a iluminação do átrio do prédio.

A tecnologia não significa o fim dos painéis solares tradicionais. Como o vidro precisa permanecer transparente, sua capacidade de geração por área enfrenta limitações diferentes das células solares convencionais.

O grande potencial está justamente em aproveitar superfícies que normalmente não produziriam energia.

Fachadas de prédios, janelas e, futuramente, determinadas superfícies transparentes de veículos e dispositivos eletrônicos poderiam desempenhar duas funções ao mesmo tempo.

Ainda existem desafios relacionados à eficiência, durabilidade, custo e fabricação em grande escala.

Mas a possibilidade já deixou de existir apenas no papel: um prédio universitário utiliza vidro solar transparente desde 2021.

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